As luminárias de radiação infravermelha ocupam um lugar interessante na história da odontologia, refletindo o avanço das tecnologias médicas do século XX e a integração de tratamentos complementares ao cuidado odontológico.
Essas luminárias eram frequentemente utilizadas para aliviar a dor, promover o relaxamento muscular e acelerar a cicatrização de tecidos após procedimentos odontológicos invasivos.
Seu maior uso na odontologia foi a partir das primeiras décadas do século XX. Embora consideradas simples para os padrões atuais, representavam um avanço significativo na odontologia de reabilitação e conforto.
Uso na Prática Odontológica
A radiação infravermelha é uma energia eletromagnética que se situa fora do espectro visível, com comprimento de onda entre 700 nanômetros e 1 milímetro, como uma forma de energia térmica, ou seja, que produz calor, era aplicada na odontologia para aquecer tecidos, melhorar a circulação sanguínea local e reduzir inflamações, já que provoca vasodilatação superficial.
Essas luminárias operavam emitindo ondas de calor direcionadas e eram ajustáveis para focar áreas específicas do rosto ou da boca do paciente. Seu uso era particularmente comum em casos de tratamento de nevralgias, alívio de dor pós-exodontia (extrações dentárias) e até mesmo em terapias de articulação temporomandibular (ATM), como também em aplicações fisioterápicas (alívio das dores musculares e articulares) e no tecido mole favorecendo a regeneração. Um dos usos mais frequentes na odontologia é provocar fistulação de abscessos cutâneos causados por infecção dentária, pela produção de calor local.
Curiosidade
O presente estojo com a lâmpada de radiação infravermelha, foi doado ao MOSC pela família do Dr. Arnoldo Suarez Cuneo, Membro da Academia Catarinense de Odontologia, após sua morte em 1992.